O que levar para um festival? Dicas para se organizar para shows e festivais

Para ir bem preparada a um show ou festival, eu sempre penso em seis coisas: hospedagem, transporte, roupa, o que levar, alimentação e programação extra.

Por Rachel Sardinha · 04 de setembro de 2026 · 6 min de leitura

Itens para levar a um festival: jaqueta jeans, boné, ecobag, garrafa de água, óculos de sol e capa de chuva

Desde minha primeira ida a um grande show, comecei a acumular experiências positivas e negativas sobre o assunto. E hoje tenho tudo muito bem esquematizado (pelo menos mentalmente) para saber as melhores formas de se organizar para ir a shows e festivais.

Já adianto que se preparar pra ir a um show único pode ser bem diferente do que ir a um festival, caso o festival envolva um dia inteiro ou mesmo mais de um dia da sua agenda.

E se você não mora no eixo Rio-São Paulo (como é o meu caso), essa organização pode começar antes mesmo da compra dos ingressos.

Dicas básicas para quem vai a shows e festivais

Eu costumo organizar minha lista de viagens para shows com base em algumas categorias:

  • Onde ficar
  • Como ir
  • Que roupas usar no evento
  • O que levar para o evento
  • O que comer (antes, durante e depois)
  • Outros passeios que caibam na agenda.

Aproveitei essa temporada de festivais pra contar mais detalhadamente como eu organizo cada uma delas.

Onde se hospedar

Shows e festivais estão deixando aos poucos a centralização das capitais do Rio de Janeiro e de São Paulo. Mesmo assim, penso que as dicas aqui valem para viagens para qualquer lugar.

Eu sempre procuro uma hospedagem perto do local do evento. E o que é perto, aqui, pode ser relativo: o importante é que eu consiga ir e — principalmente — voltar em segurança e de forma fácil. Escolho sempre algo a poucos minutos de caminhada de uma estação de metrô ou em um lugar de onde eu consiga ir e voltar caminhando do show.

A saída dos eventos é sempre bem mais complicada do que a chegada neles: é tarde, sai todo mundo ao mesmo tempo, você está cansada. Mas antes de sair para o evento vale a pena simular, no app de mapas no celular, os caminhos que você vai fazer. Faça prints da tela para guardar o trajeto traçado tanto na ida quanto na volta, mapeie as saídas do local do show. E sempre tenha um plano B. E se o metrô fechar antes de você chegar à estação? E se atrasar e o último show terminar depois do horário? Eu evito depender de carros de aplicativo e táxis; sempre dou preferência pra metrô ou ônibus mesmo, mas é bom ter outras alternativas para não passar aperto ou bater o desespero na saída.

Quando vou a shows em São Paulo, se o evento é em estádio ou casa de shows, me hospedo perto da Av. Paulista (e bem perto de alguma estação de metrô). Se é no Autódromo de Interlagos, costumo ficar no bairro de Santo Amaro, perto da estação Granja Julieta (a um trem de distância do autódromo). Já para shows no Parque Ibirapuera (como foi o Índigo, com o Weezer em 2025), eu ainda não achei a melhor localização (aceito indicações!).

Uso a mesma lógica da distância a pé ou facilidade de deslocamento para shows em outras cidades, como Curitiba e Rio de Janeiro.

Como ir?

O como ir, aqui, vai depender também de como ir até a cidade do evento. Muitas vezes, quando ia sozinha, eu dava preferência para excursões que saíam da minha cidade e voltavam direto após o fim do último show.

Uma empresa de excursão confiável ajuda a garantir que você chegue na hora e no lugar certos e volte sem preocupações. O legal das excursões é que normalmente tem outras pessoas indo sozinhas e dá pra fazer bons amigos pelo caminho (sendo que muitos deles você vai acabar reencontrando nas próximas viagens assim).

Hoje em dia, com parceria fixa (❤️) para todos os shows, costumo ir de avião quando o evento é um pouco mais longe, ou de carro quando a distância compensa (como é o caso de Curitiba, que fica só a umas 3,5 horas de carro daqui da grande Florianópolis).

Já como ir para o evento, especificamente, considero as opções de transporte público (metrô, ônibus) ou mesmo ir a pé, conforme expliquei na parte em que falo sobre onde ficar.

Com que roupa eu vou?

Bom, se você vai passar o dia inteiro caminhando de palco pra palco, de estande a estande, no mínimo uma roupa confortável e boa de “briga”. Eu sempre opto pelo calçado mais confortável pra mim (tem gente que prefere tênis, tem gente que vai de bota ou até de chinelo!), roupas leves que não apertem e que sejam de fácil “manutenção” — ainda como mulher, já que precisamos tirar parte da roupa toda vez que queremos fazer um xixi.

Por cima de tudo, uma jaqueta grande com muitos bolsos.

De acessórios: boné, óculos de sol, casaco na bolsa ou amarrado na cintura. Pensa que não é só um show; num festival, na hora em que você vai embora o tempo pode ter mudado completamente.Foi o que aconteceu no Monsters of Rock deste ano (2026): 33 graus na chegada e uma tempestade no meio do show do Extreme

E o que levar pra um festival?

Se puder entrar de bolsa ou mochila, recomendo levar tudo o que você (acha que) vai precisar. Eu levo:

  • Capa de chuva;
  • Garrafa d’água;
  • Carregador portátil;
  • Casaco, meias extras ou até outra camiseta se acho que posso precisar trocar no meio do evento;
  • Um documento de identidade “de verdade” (sem ser digital);
  • Além, claro, de alguns remedinhos pra dor e alergia pra garantir que nada vai me derrubar.

Já cheguei a levar canga, mas só ocupou espaço e hoje eu uso a jaqueta pra sentar em cima quando quero (preciso) sentar no chão.

No Instagram do blog eu postei um pequeno vídeo sobre como montar a bolsa pra passar o dia num festival.

O que comer antes, durante e depois de um festival?

A última coisa que eu quero é passar mal e perder algum show. Por isso, um dia antes já estou comendo coisas “normais” e leves, nada novo que eu não conheça ou nada que possa pesar no estômago.

No evento, a mesma coisa: se puder levar, vale sanduíches caseiros, biscoitos e frutas. Chocolate é sempre uma boa pedida, mas se a previsão do tempo for qualquer coisa acima de 22 graus, daí pode virar uma pasta, você não comer e ainda sujar bolsa e roupa.

Se eu for comer algo comprado lá, dou prioridade a comidas que já conheço mesmo: redes de fast-food que mantêm um padrão mais previsível e costumam ser uma opção mais segura. Sorvete e picolé, a mesma coisa.

E pra volta, é bom já deixar organizado um jantar ou lanche leve. Ainda mais se o evento continua no dia seguinte. Como sempre fico em hotéis ou apartamentos, às vezes recorro ao cup noodles que é rápido e fácil de fazer (sei que não é muito leve, mas mata a fome da madrugada pós-maratona de shows).

A programação extra (off-festival)

Como nem só de festival a gente vive, quando dá, vale incluir alguns passeios pela cidade do evento. Na minha viagem de sete shows pelos EUA em 2022, deu para encaixar Death Valley, lojas de discos e outras coisas entre um show e outro. Daí vai do seu tempo e disponibilidade — além de gostos e interesses. Aqui em casa somos adeptos de visitar museus e praças, conhecer restaurantes diferentes, ir a alguma loja que eu só conheço pela internet, fazer passeios temáticos e ver locais e centros históricos.

São Paulo é um mundo à parte, e, pra quem não mora lá, sempre vai ter programa pros dias extras. Já o Rio de Janeiro tem bastante história e, mesmo com toda a insegurança, se você tiver pique e se sentir seguro, sugiro caminhar pelas antigas ruas do centro, ir ao teatro, ao museu. Se der tempo, pegue a estrada para Petrópolis: tem o Museu Imperial, a casa do Santos Dumont, muita história do Brasil e, pra quem gosta, dá pra fazer a rota cervejeira.

Eu sou da opinião que, pelo menos uma vez na vida, todo fã de música precisa vivenciar um festival. A experiência final vai depender de muitos fatores. Não é a roupa, a comida ou a forma de ir que vai impactar tanto assim, mas tudo isso pode contribuir para que você tenha uma história boa (ou ruim) pra contar depois.

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