Please, DON'T come to Brazil!
Depois do movimento "please, come to Brazil" que tantos fãs encabeçaram nas redes sociais das bandas (teve até turnê com esse nome), teremos que lançar o pedido para não virem. Não há tempo nem orçamento disponível para ver tanto show internacional nesse nosso país.
Por Rachel Sardinha · 03 de setembro de 2026

Toda semana tem um novo anúncio de show internacional no Brasil. Banda antiga. Banda nova. Artistas de diferentes gêneros musicais. E os fãs de rock e derivados do estilo ficam sem saber para onde ir. Literalmente.
Era tanto pedido de Come to Brazil nas redes sociais das bandas e dos artistas que eles foram vindo (e continuam chegando).
Em menos de um mês anunciaram:
Foo Fighters em São Paulo e em Belo Horizonte;
System of a Down com Faith no More no Rio de Janeiro;
Melvins em São Paulo;
Pixies, também em São Paulo.
Sem contar tudo o que já estava confirmado — Buffalo Tom, Strokes, Gorillaz, Rush, Eddie Vedder, Roger Daltrey. É show pra todos os gostos, do indie ao comercial, do rock clássico ao grunge. E os preços? Só aumentam. Hello! A gente também precisa pagar condomínio, luz, internet, ração dos pets… não dá pra viver só de show — infelizmente.
Ao mesmo tempo, vejo muitos shows com ingressos à venda por meses. Bandas que antes esgotavam as entradas em poucas horas, como o próprio System of a Down, estão atualmente com ingressos disponíveis. O mesmo System que lotou cinco shows, todos soldout, em 2025. E agora, como pode um único show não ter esgotado ainda?
O Foo Fighters, que volta e meia está no Brasil porque sim, tem público, de repente se encontra na mesma situação: nem o dia deles no Rock in Rio esgotou (aliás, o único que não esgotou dessa edição de 2026), nem os shows anunciados para fevereiro de 2027 em São Paulo e Belo Horizonte.
Toda semana tem um novo anúncio de show internacional no Brasil. Banda antiga. Banda nova. Artistas de diferentes gêneros musicais. E os fãs de rock e derivados do estilo ficam sem saber para onde ir. Literalmente.
Era tanto pedido de Come to Brazil nas redes sociais das bandas e dos artistas que eles foram vindo (e continuam chegando).
Em menos de um mês anunciaram:
Foo Fighters em São Paulo e em Belo Horizonte;
System of a Down com Faith no More no Rio de Janeiro;
Melvins em São Paulo;
Pixies, também em São Paulo.
Sem contar tudo o que já estava confirmado — Buffalo Tom, Strokes, Gorillaz, Rush, Eddie Vedder, Roger Daltrey. É show pra todos os gostos, do indie ao comercial, do rock clássico ao grunge. E os preços? Só aumentam. Hello! A gente também precisa pagar condomínio, luz, internet, ração dos pets… não dá pra viver só de show — infelizmente.
Ao mesmo tempo, vejo muitos shows com ingressos à venda por meses. Bandas que antes esgotavam as entradas em poucas horas, como o próprio System of a Down, estão atualmente com ingressos disponíveis. O mesmo System que lotou cinco shows, todos soldout, em 2025. E agora, como pode um único show não ter esgotado ainda?
O Foo Fighters, que volta e meia está no Brasil porque sim, tem público, de repente se encontra na mesma situação: nem o dia deles no Rock in Rio esgotou (aliás, o único que não esgotou dessa edição de 2026), nem os shows anunciados para fevereiro de 2027 em São Paulo e Belo Horizonte.
Mesmo shows pequenos, como Melvins, Pixies e Buffalo Tom continuam com ingressos disponíveis.
Isso me traz alguns questionamentos.
1. Passou a febre do FOMO dos shows? Depois de uma pandemia em que teve tanto evento cancelado e uma reabertura desesperada por experiências ao vivo, parece que aquela necessidade de ver as bandas custe o que custasse não existe mais.
2. Os ingressos estão realmente muito caros? Sim, estão. O ingresso de pista para o show do System of a Down com Faith no More aumentou em mais de 150% em comparação ao mesmo setor do show que a banda fez em maio de 2025 no Autódromo de Interlagos. Somos fãs, mas não somos palhaços. Nem ricos.
3. Quanto tempo de intervalo uma banda deve fazer entre uma turnê e outra no Brasil para que as próximas apresentações sejam ao menos rentáveis para os produtores (e para a própria banda)? O Guns N’ Roses veio em 2025, fez cinco shows, e nesse ano de 2026 voltou e fez mais nove, incluindo um no festival Monsters of Rock. Alguns shows esgotaram e poucos deles tiveram sobra de ingressos (o de Porto Alegre foi o que teve menor número de vendas, com 74% das entradas comercializadas). Um diferencial desses shows do Guns foi que passaram por cidades nas quais nunca antes eles tinham tocado — cidades, inclusive, que nunca antes tinham sediado shows internacionais.
Por mais que eu queira ir a tantos shows quanto for possível dentro do meu orçamento (e da minha logística de vida), fico pensando que o público brasileiro não consegue acompanhar o ritmo de tantas bandas o ano inteiro. Eu, pelo menos, não consigo. Infelizmente.
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