Matanza Ritual: uma banda com a qual não há tempo ruim

Fui cativada pelo country core do Matanza Ritual, com som cru e letras inusitadas. Agora, sempre que posso, vou aos shows para amplificar a diversão que a música da banda me traz.

FUI NAQUELE SHOWSHOWS

6/5/20262 min read

matanza ritual no mundial rock 2024
matanza ritual no mundial rock 2024

Não faz nem dois anos que eu conheço o Matanza e já posso dizer que é uma das minhas favoritas do rock brasileiro. Aliás, quando conheci, já nem era mais Matanza, mas Matanza Ritual — uma versão 2.0 da banda que terminou em 2018.

Hoje, o Matanza Ritual é formado pelo vocalista original, Jimmy London, além de Antônio Araújo na guitarra, Felipe Andreoli no baixo e Amilcar Cristófaro na bateria. Não que isso faça alguma diferença no som (e se fizer, é pra melhor, uma vez que a turma traz na bagagem passagens por grupos como Angra e Korzus).

O vento a meu favor

Eu fui conhecer o Matanza em 2024 numa edição do Mundial Rock, festival realizado anualmente aqui na região de Florianópolis. Eles estavam no palco e meu primeiro pensamento foi: “Que som massa, que música boa!”. E, em seguida: “Ele não pode estar falando isso… Quem canta Ela roubou meu caminhão?". Eu achei que a letra era “ela roubou meu coração”.

Fiquei surpresa. Era tanta música boa, aquele rock cru, rápido, uma mistura de hard rock com country — um som que eles mesmos definem como country core. Como demorei tanto para escutar essa banda?

Pouco mais de uma hora de show e eu já estava entrando no site pra descobrir outras datas próximas de mim. Comprei ingressos pra dali a duas semanas, pra uma apresentação em Curitiba. Tudo concretizado ali mesmo, no gramado da Beira-Mar de São José enquanto comia um pastel do Keko.

Como prometido, quinze dias depois estávamos na plateia de mais um show do Matanza Ritual. Esse, no Tork ‘n’ Roll, considerado o maior bar de rock da América Latina.

Ano passado a banda passou por Floripa novamente para uma apresentação bem intimista no Célula Showcase. E agora, no próximo domingo, longo será o caminho a seguir até o John Bull (brincadeira, são só uns 23 quilômetros).

Não dá tempo de se arrepender

Posso ter demorado para descobrir o grupo, mas, agora, acredito que não vou enjoar tão cedo de vê-los ao vivo nem de ouvir os discos no repeat do Spotify. Se você, por um acaso, ainda não escutou a palavra de Jimmy London, vá ouvir. Rock bom pra ouvir no trânsito, na academia, na corrida; ouvir até na companhia das crianças (se você tiver pré-adolescentes no seu convívio, informo que eles vão adorar muitas das músicas).

Músicas, a propósito, que seguem a fórmula estrofe-refrão-estrofe-refrão-ponte-solo-refrão e trazem letras divertidas e imprevisíveis. Letras com ótimas histórias que me fazem rir e — pasmem! — chorar (sempre me emociono na segunda parte de Mesa de Saloon).

É muito gostoso quando uma banda que a gente curte faz um bom show. Dá mais vontade de sair de casa no inverno e no tempo ruim pra prestigiar músicos que sabem fazer ao vivo.

Dito isso, posso afirmar que, enquanto o Matanza Ritual continuar se apresentando por aqui, a chance de eu estar pertinho do palco e junto a outros associados do clube dos canalhas é sempre muito grande. E vocês provavelmente irão me encontrar lá, com uma cerveja em minha mão, ao lado do meu grande amor.

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